Professor Luizinho: acusações do mensalão são 'ficção'

O ex-deputado federal Luiz Carlos da Silva, o professor Luizinho (PT-SP), um dos réus no processo do mensalão, depôs hoje à Justiça Federal, na capital paulista, negou que tenha tido qualquer participação no caso e classificou as acusações de "ficção". "Estou tentando demonstrar a violência de querer considerar que é possível que o líder do governo tenha que receber para votar no próprio governo", disse o ex-deputado, após depoimento ao juiz substituto da 2º Vara Criminal Federal de São Paulo, Marcio Ferro Catapani.O ex-deputado disse que está muito tranqüilo em relação à ação acolhida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). "Eu não tenho nada a ver com este processo, não fui eu quem saquei (R$ 20 mil), não mandei ninguém sacar e nem pedi para ninguém sacar", afirmou. Ele disse que estava indignado e que este tipo de denúncia era inaceitável.Professor Luizinho foi incluído como réu no caso do mensalão porque a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Correios examinou os documentos do Banco Rural e identificou um dos assessores de seu escritório político em Santo André, no ABC Paulista, José Nilson Santos, como sacador de uma quantia de R$ 20 mil numa agência do banco, em dezembro de 2003. Questionado sobre o saque, o professor Luizinho respondeu: "O Nilson responde por ele".De acordo com fontes que tiveram acesso ao interrogatório, o ex-deputado disse que considerava muito difícil a existência de um esquema como o mensalão, sem que ninguém tivesse conhecimento do caso. Luizinho negou também que tivesse qualquer participação na contabilidade do PT.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.