Professor em greve ataca carro de Serra em SP

Um grupo de cerca de 50 pessoas, a maior parte delas ligadas ao Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), tentou impedir a saída do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), da inauguração de uma escola técnica em Francisco Morato, na Grande São Paulo. Os manifestantes jogaram um ovo contra o carro do tucano e enfrentaram policiais militares que faziam a escolta do governador.

AE, Agencia Estado

18 de março de 2010 | 09h13

Gritando palavras de ordem e segurando pedaços de madeira com pregos, arrancados de uma cerca ao lado da escola, os manifestantes se posicionaram diante do carro, dificultando a partida. Davam chutes e murros no veículo, que se desvencilhou com a ajuda de policiais e partiu "cantando" pneus. Um ovo atingiu a parte traseira do carro.

Os seguranças de Serra que ficaram no local tiveram de enfrentar os manifestantes com empurrões. A Polícia Militar (PM) interveio e se posicionou entre os seguranças e os manifestantes. "Serra, a culpa é sua, professor está na rua", gritavam professores da Apeoesp que estão em greve desde o dia 5 de março. Segurando faixas e cartazes, os grevistas reivindicam, entre outros pontos, reajuste salarial de 34,3%. Para o governo, a greve "não pegou".

Pouco antes, durante seu discurso, Serra foi aplaudido pelos estudantes que estavam no local. Mas outro grupo de jovens resolveu provocar o governador quando ele foi caminhar pela escola. Gritaram: "Brasil, urgente, Dilma presidente", em referência à pré-candidata do PT à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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