Produtores prometem bloquear estradas e fechar empresas no MS

Produtores rurais de Mato Grosso do Sul estão ampliando e radicalizando o movimento contra a política de preços de produtos agrícolas, iniciado no dia 26 de abril em São Gabriel do Oeste, a 120 quilômetros de Campo Grande. Neste domingo, os manifestantes bloquearam 11 armazéns em Aral Moreira, extremo sul, e queimaram uma máquina agrícola em Maracaju, no nordeste do MS.Para esta segunda-feira, 1º de maio, prometem bloqueios de estradas, invasão de agências fazendárias do Estado e fechamento de empresas de transporte e transformação de grãos produzidos no MS. O objetivo é provocar desabastecimento no mercado interno para obter preços melhores, principalmente para a soja, que está sendo negociada a R$ 18 e R$ 19 a saca de 60 quilos.O ato de Maracaju, a 130 quilômetros de Campo Grande, onde existem mais de 200 mil toneladas de grãos estocados, foi o mais marcante, forçando uma reunião de emergência na cidade entre os produtores rurais do município, deputados estaduais, federais e pré-candidatos ao Executivo. Os agricultores expuseram sua situação, mas querem mais que discursos de apoio. Segundo o presidente do Sindicato Rural de Maracaju, Luiz Alberto Moraes, "o produtor não está querendo mais saber de discurso, queremos ver ação, e estamos pressionando o governo federal para que tome uma medida urgente para recuperar o setor". Ele informou que 13 armazéns do município estão bloqueados e os produtores continuarão distribuindo panfletos esclarecendo a opinião pública sobre os problemas do setor. BloqueiosEm Chapadão do Sul, município a 331 quilômetros de Campo Grande, agricultores bloqueiam desde sexta-feira a MS-306, impedindo a passagem de 80 caminhões carregados de grãos. A partir desta segunda a promessa é barrar todas as cargas. O presidente do sindicato rural do município, Adão Antonio Huffman, disse que os caminhoneiros "estão sendo avisados".No sábado, 29, um caminhão carregado com 40 toneladas de milho tentou furar o bloqueio, mas os produtores abriram as carrocerias e despejaram parte da carga na rodovia. Além desses municípios, aderiram formalmente ao movimento Douradina, Vicentina, Itaporã, Dourados, Ponta Porã, Laguna Caarapã, Caarapó, Fátima do Sul, Naviraí, Amambaí, Sidrolândia, Bandeirantes e Rio Brilhante.

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