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Produtores negam acordo e marcam retomada de fazendas

Produtores rurais do Mato Grosso do Sul estão sendo convocados para reocupar, sábado (7), as 14 fazendas invadidas pelos índios caiovás-guaranis nos municípios de Iguatemi e Japorã, na divisa com o Paraguai. A Federação da Agricultura e Pecuária do MS (Famasul), que organiza a operação, está conclamando sindicatos rurais e associações de produtores de todo o Estado para que desloquem seus associados para a região do conflito.A retomada inclui as três fazendas escolhidas para a permanência dos índios na área, no acordo entre a Fundação Nacional do Índio (Funai) e a Justiça Federal. O acerto, que implica a desocupação, pelos índios, das outras propriedades, teria sido feito à revelia dos proprietários, segundo o presidente da Famasul, Leôncio de Souza Brito Filho. Segundo ele, a entrada de pelo menos 500 produtores nas fazendas será uma ação pacífica e os fazendeiros estarão desarmados. "Nossa única arma serão pistolas de vacinação, pois pretendemos vacinar o gado contra a aftosa."Os produtores darão cobertura aos donos das áreas e funcionários para a contagem, medicação e vacinação do gado, além do restabelecimento de cercas destruídas pelos índios. Segundo ele, existe uma grande preocupação com o risco de disseminação da febre aftosa, pois tem havido trânsito clandestino de animais entre as áreas invadidas e o Paraguai, onde ocorrem casos da doença. Dentro da área invadida existem mais de 10 mil cabeças e cerca de 3 mil bezerros com até um ano de idade já deveriam ter sido vacinados, segundo ele. O presidente da Famasul disse não saber quanto tempo vai durar a permanência dos produtores nas fazendas. Se houver reação dos índios, ele espera que as autoridades exerçam seu poder de polícia.

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