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Produtores do Sul avisam: vão plantar soja apesar de tudo

O diretor de Agribusiness da Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul (Federasul), Antonio Sartori, garantiu, hoje, em São Paulo que, independente da polêmica jurídica e constitucional sobre a soja transgênica, os agricultores do seu Estado vão plantar o produto, de qualquer forma. "O plantio já está decidido. É consenso no Rio Grande do Sul, onde a soja transgênica correspondeu, no ano passado, a 70% da produção do Estado, mesmo que, com isso, incorramos em desobediência civil, no caso de a medida provisória ser assinada pelo presidente em exercício e vetada pelo Congresso", disse ele, que também preside a Corretora Prasoja. O plantio deve se iniciar nos primeiros dias de outubro. Embora enfatize não estar defendendo o plantio sem norma que o regulamente, Sartori disse que nenhum governo queimaria uma safra de 10 milhões de toneladas de soja somente pelo fato de ser transgênica.Sartori, que disse ser favorável também à produção de alimentos livres de transgênicos e orgânicos, defende que o Brasil regulamente, o mais rápido possível, sua produção transgênica. "Se não o fizermos, perderemos o mercado chinês, que deve importar 19 milhões de toneladas de soja, neste ano, para alegria de americanos e argentinos, nossos concorrentes diretos nesse campo", afirmou. A Resolução 222, do governo chinês, exige que os países exportadores apresentem a rotulagem dos seus produtos transgênicos.

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