Produtores de algodão também querem transgênicos

Dirigentes de entidades de produtores e exportadores de algodão pediram ao presidente em exercício, José Alencar, que a proposta a ser encaminhada pelo governo ao Congresso regulamentando o cultivo de transgênicos inclua a autorização para o plantio de algodão transgênico. "Precisamos dessa ferramenta para sermos competitivos", disse o presidente da Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa), Jorge Maeda, ao deixar o encontro no Palácio do Planalto.Segundo ele, países como Índia, China, Austrália, Estados Unidos, México e Bolívia já cultivam algodão transgênico, o que propicia uma economia de cerca de 25% para os produtores. Ele ressaltou que o algodão geneticamente modificado dispensa o uso da maioria de defensivos agrícolas. Os dirigentes disseram que, diferentemente do setor de soja, no algodão os produtores cumprem a lei e não usam a tecnologia transgênica, mas advertiram que é preciso tomar providências para liberar o uso dessa tecnologia.Impacto Ambiental - Para o presidente da Confederação da Agricultura ePecuária do Brasil (CNA), Antônio Ernesto de Salvo, o governo foi coerente ao não incluir no texto da Medida Provisória 131 a necessidade de estudo de impacto ambiental. ?As sementes transgênicas de soja estão razoavelmente testadas. Se tivesse que ser feito estudo de impacto ambiental, como queria a ministra Marina Silva, só em 2100 teríamos uma análise razoável e aí o Brasil já teria perdido o bonde da biotecnologia?, criticou de Salvo. O Ministério do Meio Ambiente defendia o estudo de impacto ambiental. Ontem, o deputado Fenando Gabeira (PT-RJ) lembrou que o artigo 225 da Constituição Federal exige relatório de impacto ambiental quando há o plantio de variedades geneticamente modificadas. Erro - O consultor jurídico do Ministério da Agricultura, José Silvino da Silva Filho, disse que a edição da Medida Provisória nº 131, que libera o plantio de sementes de soja transgênica na safra 2003/2004, publicada hoje no Diário Oficial, está incompleta. No texto publicado no D.O. faltam dois artigos do texto divulgado ontem à noite pelo Palácio do Planalto, e vários parágrafos. A Presidência da República comunicou ao Ministério da Agricultura que o Diário Oficial sairá, ainda hoje, com uma edição extra, corrigindo as falhas. A MP correta já está disponível no site da Presidência da República na internet (http://www.planalto.gov.br).

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