Produtor rural é indiciado pelas mortes em Unaí

O produtor rural Norberto Mânica foi indiciado hoje por homicídio qualificado e formação de quadrilha no inquérito que investiga o assassinato de três fiscais e um motorista do Ministério do Trabalho, no dia 28 de janeiro, em uma emboscada, na cidade de Unaí, no noroeste de Minas Gerais. Mânica foi interrogado na Delegacia Adjunta da cidade por cerca de três horas e meia pelos delegados Antonio Celso Santos, da Polícia Federal, e Wagner Pinto Souza, da Polícia Civil mineira. ?A partir do momento que ele foi indiciado, ele será encaminhado à Justiça como autor intelectual do crime?, afirmou Wagner Pinto. O delegado Santos, que preside o inquérito, disse que a partir do depoimento do fazendeiro, duas outras pessoas deverão ser intimadas, provavelmente na próxima semana, para serem interrogadas. Uma delas pertence a família Mânica, mas sua identidade não foi revelada. ?Estamos verificando a possibilidade de ter mais alguém envolvido?, afirmou. Ele considera o crime esclarecido, mas afirmou que vai solicitar à Justiça a prorrogação do prazo de conclusão por mais 15 dias. ?Dentro de no máximo 30 dias as investigações tem de estar fechadas?afirmou. Após concluído, o inquérito policial será encaminhado para o Ministériu Público de Minas Gerais. Wagner Pinto disse que a prisão temporária de Mânica não foi solicitada porque neste momento ela não é ?imprescindível?. ?Ele não está colocando obstáculo a nenhum ato do procedimento investigativo?. De acordo com os delegados, durante o interrogatório ele negou que tenha sido o mandante da chacina e não se furtou a responder nenhuma pergunta. Na saída, Mânica não quis falar com os jornalistas e demonstrou bastante irritação com o assédio da imprensa. ?Ele é inocente e isso vai ficar comprovado?, se limitou a dizer o advogado.

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