Prodi diz que assinará acordo para produção de etanol

O primeiro-ministro da Itália, Romano Prodi, disse nesta segunda-feira, 26, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo que o acordo para o desenvolvimento de um projeto de cooperação à produção de etanol de cana-de-açúcar em países africanos deve ser assinado nesta terça-feira, durante encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília.O governo italiano e o setor privado brasileiro também discutem investir US$ 480 milhões na construção de quatro fábricas de biodiesel em quatro anos no Brasil. O biocombustível produzido por estas novas fábricas serão comprados pela AGIP, First American Petroleum, Petrobras e Europe Oil.Prodi afirmou que a sua visita ao Brasil deve motivar a ampliação das relações comerciais entre os países. "É um novo capítulo no aspecto qualitativo, porque o Brasil é diferente do que era há dez anos. Os investimentos da Itália no Brasil atualmente são iguais ao de países cem vezes menores que o Brasil."O primeiro-ministro ressaltou ainda, em relação aos biocombustíveis, que o Brasil está anos à frente de outros países. "Estudamos uma proposta na União Européia para que todos os países tenham um percentual de energia renovável. Ou seja, que haja uma mudança em toda a estrutura produtiva", disse Prodi, sobre a possibilidade de parceria nos biocombustíveis.Ele destacou ainda que o governo italiano vê o País como um grande parceiro comercial. "O Brasil não é mais um espectador do comércio mundial, mas sim um participante", afirmou.Negociações As negociações estão ocorrendo nesta segunda-feira no Rio entre a Ente Nazionale Idrocarburi (ENI), a Petrobras e representantes do setor privado brasileiro, para a criação da joint-venture ítalo-brasileira na África. "Certamente o mercado italiano está interessado nessa parceria, porque nós não temos características físicas para sermos auto-suficientes em biocombustíveis. Essa é a lógica da autocooperação", afirmou Prodi.Ele citou ainda a determinação do Conselho da União Européia de que os países membros utilizem até 20% de energias renováveis. "Vamos proceder de forma natural, mas estamos acompanhando a tecnologia desenvolvida pelo Brasil no que se refere aos biocombustíveis."Texto ampliado às 18h27

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