Procuradoria vê infração interna e cobra providências do general Félix

Mulheres nuas e orgias não são propriamente a matéria-prima da Inteligência do Brasil, a menos que os protagonistas sejam alvos de arapongas zelosos de seu dever e ofício, segundo análise de policiais federais que investigam a quebra do sigilo da Satiagraha.Por via das dúvidas, o Ministério Público Federal quer apurar o que há por trás de arquivos tão sensíveis que repousam nos computadores ultra-secretos da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).A Polícia Federal não crava que os computadores da Abin só armazenam cenas de sexo. O Relatório de Análise de Mídias indica elevado número de registros sobre atividades inerentes à agência.Para tirar a limpo essa história, no entanto, o Ministério Público manifestou-se pela remessa de cópia do parecer da PF ao ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Jorge Félix, a quem a Abin está atrelada.A Procuradoria da República pede "providências internas" do GSI porque vislumbrou possível ocorrência de infração administrativa. No documento que encaminhou ao senador Heráclito Fortes (DEM-PI), a Justiça Federal informa: "Na análise prévia dos arquivos, por ora, nada foi encontrado que pudesse colocar em risco a segurança nacional. Porém, segundo o relatório, um considerável número de arquivos contendo filmagens de atos sexuais foi detectado nos computadores."

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