Procuradoria nega ter influência sobre depoimento de delator

Em nota, PGR lembra que depoimento de lobista se deu no âmbito da Justiça federal do Paraná

Beatriz Bulla, Agência Estado

16 de julho de 2015 | 20h53

Brasília - A Procuradoria-Geral da República (PGR) informou que o depoimento prestado, nesta quinta-feira, pelo lobista Júlio Camargo à Justiça Federal do Paraná "não tem qualquer relação" com as investigações em trâmite no Supremo Tribunal Federal, onde há inquéritos abertos para apurar participação de parlamentares, como o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), no esquema de corrupção na Petrobras. A PGR destacou que não tem "ingerência" sobre o depoimento.

"A PGR não tem qualquer ingerência sobre a pauta de audiências do Poder Judiciário, tampouco sobre o teor dos depoimentos prestados perante o juiz", informou a procuradoria-geral da República em nota.

Em depoimento, o lobista, que é um dos delatores da Lava Jato, declarou à Justiça que o suposto operador do PMDB no esquema de corrupção da Petrobras, Fernando Falcão Soares, o Fernando Baiano, disse que estava sendo pressionado por Cunha para o pagamento de propina e os valores da propina teriam saído de compras de navios-sonda.

Cunha reagiu dizendo que Camargo foi "obrigado a mentir" pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot. Ele também questionou o fato de o depoimento ter sido prestado ao juiz na primeira instância. A PGR esclareceu em nota que a audiência referente à ação penal na primeira instância foi marcada pelo juiz federal Sérgio Moro a pedido da defesa de Fernando Baiano.

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