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Procuradoria Eleitoral faz nova representação contra Pimentel

Ministério Público diz que petista usou 'contabilidade de conveniência' na prestação de contas da campanha vitoriosa ao governo de Minas

Marcelo Portela, O Estado de S. Paulo

08 de janeiro de 2015 | 20h54

Belo Horizonte - O Ministério Público Eleitoral apresentou nova representação à Justiça contra o governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), e seu vice, Antônio Andrade (PMDB), com base em irregularidade apontada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) na prestação de contas da campanha. É a segunda representação apresentada pela Procuradoria Regional Eleitoral contra o petista baseada na decisão da corte.

O TRE mineiro reprovou as contas da campanha acusando a coligação de ter gasto R$ 10 milhões a mais que o limite estipulado para as despesas. Segundo a procuradoria, a campanha usou "contabilidade de conveniência na prestação de contas, extrapolando o limite de gastos fixado pelo partido em R$ 10.170.808,34; omissão de despesas realizadas por outros candidatos, partidos ou comitês que favoreceram a campanha dos representados; emissão extemporânea de recibos eleitorais, após a prestação de contas final; e não lançamento de doação na segunda prestação de contas".


Por meio de nota, o diretório mineiro do PT declarou que "reafirma o respeito à legislação eleitoral na prestação de contas da última campanha majoritária". "As despesas comprovadamente ficaram limitadas a R$ 41,1 milhões, sendo esta a realidade das contas da campanha", diz o texto. O PT já recorreu da representação anterior alegando que os gastos a mais foram doações para outras campanhas. As representações ainda serão analisadas pela Justiça Eleitoral.

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