Procuradoria denuncia prefeito de Taubaté por formação de quadrilha

Roberto Peixoto é acusado de envolvimento com o cartel da merenda escolar, fraudes em licitações e superfaturamento na compra de remédios

Fausto Macedo - O Estado de S.Paulo

15 de maio de 2012 | 18h56

A Procuradoria Regional da República em São Paulo denunciou o prefeito do município de Taubaté (Vale do Paraíba/SP) Roberto Pereira Peixoto (PMDB) por formação de quadrilha ou bando, lavagem de dinheiro e crime de responsabilidade.

Alvo da Operação Urupês, da Polícia Federal, Peixoto chegou a ser preso em junho de 2011 por ordem do desembargador Mairan Maia, do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região (TRF3). O peemedebista e sua mulher, Luciana, passaram alguns dias na prisão e foram soltos por ordem do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que acolheu habeas corpus da defesa.

Peixoto é acusado de envolvimento com o cartel da merenda escolar, fraudes em licitações e superfaturamento na compra de remédios. Fernando Gigli, antigo colaborador da administração Peixoto, afirmou que o prefeito recebeu R$ 5 milhões em propinas de empresas contratadas.

As acusações contra o prefeito remontam a 2007 - ele está em segundo mandato. A PF assumiu a competência sobre o caso porque pode ter ocorrido desvio de recursos da União, repassados para execução de programas nas áreas de educação e saúde. Em dezembro, a PF concluiu inquérito e enviou os autos à Procuradoria Regional da República.

A denúncia contra o prefeito e outros investigados é subscrita pela procuradora regional chefe, Luiza Cristina Frischeisen. O advogado Thiago de Borgia Mendes Pereira, que defende o prefeito, disse que vai aguardar decisão do desembargador Mairan Maia - o magistrado pode receber ou rejeitar a denúncia do Ministério Público Federal. Mendes Pereira observou que o prefeito de Taubaté terá oportunidade de se defender, se a ação penal for aberta pelo TRF3. "O prefeito vai provar sua inocência", declarou o advogado.

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