Procuradoria denuncia executivos na Castelo de Areia

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou ontem dois executivos da construtora Camargo Corrêa e dois da Andrade Gutierrez, por suposta formação de cartel, quadrilha e fraude no processo de licitação do metrô de Salvador, na Bahia. A denúncia é desdobramento da Operação Castelo de Areia, deflagrada em março pela Polícia Federal (PF) para investigar evasão, lavagem de dinheiro e crimes financeiros.

AE, Agencia Estado

05 de junho de 2009 | 09h05

A concorrência, com recursos da União e a partir de financiamento do Banco Mundial, foi aberta em 1999. As obras tiveram início em 2000, mas ainda não foram concluídas. Segundo a Procuradoria da República, as construtoras montaram o consórcio Metrosal para disputar a licitação, vencida pelo consórcio Cigla. Após desistência do vencedor, o Metrosal foi escolhido. A troca teria custado R$ 11 milhões para as duas empreiteiras. Não há menção sobre envolvimento de autoridades da prefeitura da capital baiana.

O Tribunal de Contas da União (TCU) apontou dez irregularidades, inclusive superfaturamento. ?Existem recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) da ordem de R$ 488 milhões para a segunda etapa do metrô, mas a obra não acaba nunca?, denuncia o deputado Ricardo Gaban (DEM), ex-presidente da Assembleia da Bahia.

O advogado Luiz Otávio Mourão, da Andrade Gutierrez, rechaçou as suspeitas. ?Não excluímos nenhum consórcio. Houve concorrência de técnica e preço. Vencemos. Não houve fraude à Lei de Licitações. A Camargo e a Gutierrez agiram na mais absoluta lisura.? As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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