Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Procuradores vão passar final de semana revisando casos de políticos da Lava Jato

Responsáveis pelos procedimentos contra as autoridades citadas na investigação tentam concluir o trabalho para que o material chegue aos tribunais entre terça e quarta-feira

Beatriz Bulla e Talita Fernandes, O Estado de S. Paulo

27 Fevereiro 2015 | 20h38

Brasília - Os procuradores da República que cuidam dos procedimentos contra autoridades citadas na Operação Lava Jato passarão este final de semana, antes da apresentação dos inquéritos ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), trabalhando na Procuradoria-Geral da República, em Brasília. No sábado e no domingo, o trabalho dos membros do Grupo de Trabalho será revisar e reler as peças elaboradas com base nas delações do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa.

Só no STF são 42 procedimentos, referentes a número equivalente de fatos apurados com base nos depoimentos dos delatores da Lava Jato. No STJ, estão a cargo do ministro Luís Felipe Salomão três procedimentos relacionados ao suposto envolvimento dos governadores do Rio de Janeiro e do Acre, Luiz Fernando Pezão (PMDB-RJ) e Tião Viana (PT-AC), respectivamente, e do ex-ministro Mário Negromonte, atualmente conselheiro no Tribunal de Contas da Bahia, no esquema de corrupção da Petrobrás.

Os procuradores tentam concluir o trabalho para que o material chegue aos tribunais entre terça e quarta-feira. Eles checam atualmente todas as peças para que não haja nenhuma incoerência entre cada caso, já que todos os casos estão interligados.

A divulgação dos nomes de parlamentares que constam na "lista" de Janot é motivo de tensão no Congresso. O procedimento habitual do procurador-geral é avisar políticos investigados antes de solicitar as investigações ao Supremo, para que os parlamentares não sejam "intimados" por notícias divulgadas pela imprensa. Ainda não se sabe se a operação será a mesma nos casos relativos à Lava Jato. 

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