Procuradores serão ouvidos no Senado

Como parte de uma estratégia da base governista, a Comissão de Fiscalização e Controle do Senado vai ouvir na próxima semana os procuradores federais Luiz Francisco de Souza e Guilherme Schelb sobre o suposto envolvimento do ex-secretário-geral da Presidência da República, Eduardo Jorge Caldas, em tráfico de influência e desvio de recursos públicos. O presidente da Comissão, senador Romero Jucá (PSDB-RR), não descarta a possibilidade de Eduardo Jorge ser chamado a depor no Senado no final dos trabalhos de investigação. ?Não é necessário chamá-lo agora?, declarou o tucano. A decisão de Jucá foi tomada em meio às negociações comandadas pela oposição para a abertura de uma CPI para investigar o ex-assessor do presidente Fernando Henrique Cardoso. O caso estava parado na Comissão de Fiscalização desde o ano passado. Ela ficou encarregada de dar encaminhamento às investigações iniciadas pela Subcomissão do Judiciário, que buscou apurar a suposta ligação de Eduardo Jorge no desvio de R$ 169 milhões da obra do Fórum Trabalhista de São Paulo e em outras irregularidades no governo, como tráfico de influência. Os integrantes da comissão, no entanto, não tomaram nenhuma medida prática por decisão da base governista. Jucá admitiu que a decisão de começar somente agora os trabalhos é para evitar a criação da CPI, que tem mais poderes de investigação já que pode pedir a quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico. O convite aos procuradores é baseado na reportagem da revista IstoÉ na qual ACM busca orientá-los a analisar as movimentações bancárias de Eduardo Jorge de 1994 e 1998.

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