Procuradores não comentam caso Banpará

Os procuradores doMinistério Público do Pará Antonio Medeiros, Tereza Abucater e Marco Antonio das Neves evitaram nesta quinta-feira comentar a decisão deseus quatro colegas do Conselho Superior, que votaram nesta quarta-feira pelo desarquivamento do processo sobre desvio de recursosdo Banco do Estado do Pará, em 1984, para supostas contas do presidente do Senado, Jader Barbalho, e de seus familiares.Um procurador que não participou da reunião que reabriu o caso disse que os três colegas não irão se manifestar antes do dia14 próximo, quando o Conselho volta a reunir-se para colher os votos de Medeiros, Abucater e Neves."Se eles falarem qualquercoisa agora isso irá ser interpretado como um prejulgamento", explicou o procurador, que pediu para não ter seu nome revelado.Para ele, a votação não pode ser considerada decisiva a favor do desarquivamento, porque a posição do procurador MarcoAntonio das Neves ainda poderá mudar o rumo das coisas."Ele pode ter um voto justificado e fundamentado com força suficientepara fazer com que até mesmo os que já votaram antes mudem também de posição", afirmou o procurador que pediu para ter seu nome revelado.Outro procurador, que também pediu reserva, vê a questão como já decidida. E usa o seguinte argumento: "Quem mudar seuvoto, na reunião do dia 14, corre o risco enorme de ser desmoralizado perante a opinião pública".Os promotores Agar da Costa Jurema, João Gualberto da Silva e Hamilton Salame não foram localizados nesta quinta-feira para comentarcomo será encaminhado o pedido de ressarcimento aos cofres públicos do dinheiro desviado do Banpará. Um dos três deverá sero escolhido para cuidar do caso.O procurador-geral de Justiça, Geraldo Rocha, também não foi encontrado para explicar qual o critério a ser utilizado na escolhado promotor, se por sorteio ou escolha pessoal.

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