Procuradores fazem ato de desagravo à Lava Jato

Procuradores fazem ato de desagravo à Lava Jato

Durante o evento, foram lidas notas em apoio à atuação da força-tarefa e com críticas ao STF

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de março de 2019 | 22h00

Em atrito com o Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, afirmou neste sábado, 16, que “nunca houve tanta pressão (contra a operação) como na última semana” e que agora o “trabalho contra a corrupção não vai mais ser o mesmo”.

Deltan se referiu à decisão do STF de reconhecer a competência da Justiça Eleitoral para julgar casos de caixa 2 ligados a crimes comuns, como corrupção e lavagem de dinheiro.

O procurador afirmou que as decisões dos ministros do STF são respeitadas e cumpridas, mas que não estão isentas de críticas. “As críticas feitas à decisão do Supremo, que não estão isentas de críticas, foram feitas por membros do Ministério Público no exercício da prestação de contas pela atividade de desempenho e sobre os potenciais riscos que essas decisões causam nos resultados de nossa atividade”, disse ele.

As declarações foram dadas durante ato de desagravo convocado pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). Durante o evento, foram lidas notas em apoio à atuação da força-tarefa e com críticas ao STF, assinadas por integrantes de diversas associações e conselhos de procuradores do País.

Além da decisão envolvendo a Justiça Eleitoral, também foi citada a suspensão de acordo que permitiria a criação de uma fundação para gerir recursos acordados pela Petrobrás com autoridades americanas.

“Diante dessa decisão do Supremo, precisamos reconhecer que o trabalho contra a corrupção política, que é destinada não só ao bolso dos políticos, mas a financiar campanhas eleitorais, não vai mais ser o mesmo”, disse o coordenador da Lava Jato em Curitiba.

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