Procuradores denunciam nove donos de bingos no Pará

Os donos de bingos no Pará comemoraram de maneira discreta a retomada da jogatina. É que eles estão às voltas com algumas ações judiciais que podem fazer com que suas casas voltem a ser fechadas. Os procuradores da República no Estado Felício Pontes Júnior e Daniela Batista ofereceram hoje denúncia contra nove proprietários de casas de jogos e contra o advogado Antônio Neto, responsável pela importação de máquinas caça-níqueis apreendidas no ano passado, durante operação feita pela Polícia Federal. Foram encontrados mecanismos fraudulentos em mais de 600 máquinas que estão na Polícia Federal e, de acordo com o Ministério Público Federal, não poderão ser devolvidas mesmo depois da liminar concedida pela Justiça Estadual autorizando a reabertura dos bingos em Belém. O MPF está analisando a decisão para definir quais providências irá tomar. As denúncias dos procuradores sustentam que os sócios dos bingos Paradise, Champion Games, Metropolitan e Central tinham conhecimento de que não havia documentação fiscal das máquinas apreendidas. Antônio Neto, proprietário da empresa GLI Máquinas Eletrônicas alugava os equipamentos e declarou durante as investigações possuir as notas fiscais. Mas não as apresentou, o que configura o crime de importação ilegal. Para o MPF, ele "era conhecedor de que os programas instalados nas máquinas fraudavam a população".

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