Procuradora diz ter provas contra Mânica no caso de Unaí

O fazendeiro Norberto Mânica e outros cinco acusados de envolvimento no assassinato de três agentes fiscais e um motorista do Ministério do Trabalho, em Unaí (MG), foram transferidos hoje da carceragem da Polícia Federal, em Brasília, para a penitenciária Nelson Hungria, na cidade de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte. O inquérito policial foi apresentado pelo delegado federal Antônio Celso Santos ao juiz titular da 9ª Vara da Justiça Federal, Francisco de Assis Betti. Procuradores do Ministério Público Federal (MPF) informaram que pretendem, na próxima semana, apresentar a denúncia (acusação formal) à Justiça. Eles solicitaram à polícia algumas novas perícias técnicas e análise de materiais e documentos apreendidos para reforçar as provas produzidas até o momento e deveriam pedir ainda ontem ao magistrado a transformação da prisão temporária dos suspeitos em preventiva.A procuradora Míriam do Rozário Moreira Lima disse que nos autos existem "provas concretas" contra Mânica, considerado o maior produtor de feijão do País e apontado como o mandante da chacina. Segundo ela, durante a semana, surgiram novos indícios contra o fazendeiro. O delegado da PF disse que as investigações concluíram que foi mesmo Mânica quem ordenou as execuções. O fazendeiro, Pimenta e outras cinco pessoas - José Alberto de Castro; Francisco Elder Pinheiro; Erinaldo de Vasconcelos Silva e Rogério Alan Rocha Rios e William Gomes de Miranda - deverão ser denunciados por homicídio qualificado e formação de quadrilha. O oitavo suspeito, Humberto Ribeiro dos Santos, que teria sido encarregado de apagar uma das provas dos crimes, deverá ser acusado de favorecimento pessoal e formação de quadrilha. De acordo com o delegado Antônio Celso, sua participação no crime foi apenas "periférica".

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