Procurador reage contra desalojamento de promotores

O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Márcio Fernando Elias Rosa, reagiu à iniciativa do Tribunal de Justiça do Estado, que pede a desocupação de salas nos fóruns atualmente utilizadas por promotores. Elias Rosa divulgou comunicado a todos os promotores e procuradores do Ministério Público, por meio do qual avisa que cabe a ele, exclusivamente, qualquer decisão sobre eventuais solicitações para a desocupação de salas nos fóruns do Poder Judiciário.

FAUSTO MACEDO, Agência Estado

23 Abril 2013 | 18h04

Elias Rosa editou o Ato Normativo 770/2013, que regulamenta a tramitação de pedidos daquela natureza. O procurador-geral embasa sua decisão na Lei Complementar Estadual 734/93. "O Ato não inova com relação à manutenção e utilização dos espaços físicos próprios do Ministério Público, porque sua gestão encontra fundamento na Constituição Estadual, na Lei Orgânica Estadual, tal como já constou de Aviso publicado em 2012", assinala Elias Rosa.

No último dia 17, a presidência do Tribunal de Justiça de São Paulo encaminhou ofício ao chefe do Ministério Público com solicitação para que determine a "desocupação de salas" atualmente utilizadas pelo Ministério Público em 38 edifícios do Poder Judiciário em todo o Estado, no prazo entre 40 e 90 dias.

Um dos argumentos de Sartori é a "necessidade da obtenção de salas para juízes que não as têm". Segundo o desembargador, as salas de apoio "estarão preservadas" em poder do Ministério Público.

A medida causou desconforto e inquietação nas promotorias. Elias Rosa ressalta no comunicado a seus pares que é de sua competência, exclusivamente, a tramitação de "eventuais solicitações para a desocupação de espaços físicos administradores pelo Ministério Público no interior dos Fóruns".

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