Procurador pede quebra de sigilos de "Mão Santinha"

O procurador da República Tranvanvan Feitosa pediu à Justiça Federal a quebra dos sigilos bancário e fiscal do filho do governador do Piauí, Francisco Moraes, o Mão Santa (PMDB), Francisco Moraes Souza Júnior, conhecido como ?Mão Santinha?, que é chefe do Gabinete Civil do governo estadual. Feitosa também solicitou que fossem quebrados os sigilos fiscais e bancários dos ex-secretários de Planejamento, Antônio Guerra, e da Agricultura, Haroldo Vasconcelos, e do ex-diretor do Programa de Apoio ao Pequeno Produtor (Papp), Paulo Torres.No entendimento do procurador, o filho do governador e os ex-assessores são os principais responsáveis por irregularidades no programa, que era financiado com empréstimo do Banco Mundial. Entre as irregularidades estão o favorecimento de empresas ligadas a Francisco Moraes Júnior.No documento enviado ao juiz Carlos Brandão, o procurador explica que "há elementos que apontam para a participação" dos ex-assessores e do filho do governador, que não era dirigente do programa, mas se beneficiaria diretamente na indicação de empreiteiras de amigos dele.O secretário de Comunicação do governo do Piauí, João Madison, admitiu hoje que "Mão Santinha" foi ouvido no inquérito que apura desvios no Papp. "Ele está à disposição para abrir as suas contas, porque não tem nada a temer". Madison acha que há uma tentativa de expor o governador Mão Santa através de "ataques injustificados à família dele".

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