Procurador não vai ao Senado na quarta-feira

Em carta há pouco endereçada ao presidente da Comissão de Fiscalização e Controle do Senado, Romero Jucá (PSDB-RR), o procurador da República no Distrito Federal Luiz Francisco F. de Souza afirma que não comparecerá, nesta quarta-feira, à comissão para prestar esclarecimentos sobre a fita gravada no encontro que três procuradores tiveram com o ex-presidente do Senado Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), na véspera de seu primeiro pronunciamento da tribuna do Senado sobre corrupção no governo, em meados de fevereiro.O procurador alega que o foneticista Ricardo Molina, da Unicamp, ainda está recuperando uma cópia da fita com cerca de uma hora de duração, que se encontra em poder do procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, e que, portanto, não seria prudente comparecer à comissão antes da conclusão do trabalho, prevista ainda para esta semana. "Não me parece prudente utilizar a memória para efetuar o integral resgate do diálogo", alega Luiz Francisco. "Não há sentido em recuperar uma conversa usando a memória quando existe uma gravação da mesma". "Evito, desta forma, eventuais divergências entre um eventual testemunho, feito através de reconstituição pela memória, e a fiel transcrição da conversa graças à gravação", argumenta o procurador. "A gravação poderá elucidar eventuais dúvidas desta augusta Casa. Evito, também, que a imprensa possa ter a oportunidade de dizer que há várias versões". O procurador se dispõe, no entanto, a comparecer à comissão quando a fita estiver reconstituída e sugere que o foneticista Ricardo Molina também seja convidado a comparecer à comissão.

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