Procurador-geral defende aposentadoria integral de juízes

O futuro procurador-geral da República, Cláudio Fontelles, opôs-se nesta quarta-feira à decisão do governo de acabar, na reforma da Previdência, com a aposentadoria integral de juízes e de membros do Ministério Público (MP) e com paridade salarial entre ativos e aposentados, ao ser sabatinado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado (CCJ).Fontelles alegou que, pela Constituição, no contexto dos funcionários públicos, os procuradores e magistrados tratam-se de "categorias vitais, mais vitais que os médicos, mais vitais que os engenheiros, que os químicos". Para ele, sua postura "não é uma coisa corporativa, não é aristocratismo". Ele acredita que o combate à corrupção na Previdência resolveria a questão do déficit mais do que a reforma.Fontelles foi categórico ao afirmar que não será "servil" ao governo. "Fui escolhido por um partido político, mas não sou de um partido, tenho minhas opções políticas, óbvio que tenho, mas ser servil não vou ser nunca". O nome do procurador foi aprovado pelos 22 senadores presentes à comissão e, nos próximos dias, deve ser submetido a votação no plenário.

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