Procurador exclui Polícia Legislativa do caso Zoghbi

A Polícia Legislativa do Senado concluiu anteontem os trabalhos de investigação no caso do ex-diretor de Recursos Humanos da Casa João Carlos Zoghbi, acusado de liderar um esquema de desvio de dinheiro em operações de crédito consignado para servidores.O Ministério Público do Distrito Federal decidiu que as investigações sobre o caso devem ser feitas a partir de agora apenas pela Polícia Federal. O procurador Gustavo Pessanha Velloso afastou a Polícia Legislativa do caso por haver crimes que "estão fora de sua jurisdição". "Há na investigação indícios de outros delitos que não cabem mais à Polícia Legislativa investigar", disse.O inquérito aberto pela polícia do Senado será enviado ao Ministério Público e adicionado ao inquérito da PF.Na investigação do caso, a Polícia Legislativa indiciou Zoghbi por corrupção passiva e formação de quadrilha. Segundo dados veiculados na mídia, uma empresa do ex-diretor teria recebido R$ 2,3 milhões do banco Cruzeiro do Sul por intermediar empréstimos a servidores.Junto com ele, figuraram no inquérito da Polícia Legislativa os nomes dos donos da empresa Contact, Ricardo Nishimura e Bianka Machado e Dias, e do filho do ex-diretor, Marcelo Zoghbi. Eles foram acusados de usar o nome de Maria Izabel, babá da família do ex-diretor, como "laranja" para abrir três empresas de consultoria, entre elas a Contact. Zoghbi e os demais acusados negam as irregularidades.

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