Procurador enviará caso Jango à Justiça de 1ª instância

Souza diz que não é sua competência investigar se Estado teria ordenado atentado contra ex-presidente

Felipe Recondo, de O Estado de S.Paulo

29 de janeiro de 2008 | 18h47

O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, afirmou nesta terça-feira, 29, que não é de sua competência investigar a informação de que o Estado brasileiro teria ordenado ou contribuído para um atentado contra o ex-presidente João Goulart. O procurador ainda está avaliando para qual foro de primeira instância - e de qual Estado - deverá encaminhar o assunto para ser investigado.   A informação oficial sobre a causa morte de Jango - em 6 de dezembro de 1976, em Mercedes, na Argentina - foi a de um ataque cardíaco. O filho do ex-presidente, João Vicente Goulart, encaminhou à Procuradoria Geral um pedido de investigação da veracidade da declaração do uruguaio Mario Barreiro Neira, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, preso no Rio Grande do Sul, que afirmou ter participado da morte de Jango em 1976, na Argentina, por envenenamento. Com isso, estaria sob suspeita a versão oficial de ataque cardíaco.

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