Procurador do DF entra no STF contra Conselho

O procurador-geral de Justiça do Distrito Federal, Leonardo Bandarra, entrou hoje com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que o investiga por suposto envolvimento com o esquema do "mensalão do DEM" em Brasília.

LEANDRO COLON, Agência Estado

27 Maio 2010 | 19h16

Bandarra alega cerceamento de defesa. Argumenta que, para se defender, não teve acesso a todos os documentos usados na sindicância da Corregedoria do Ministério Público do DF que apontou indícios de ligação dele com o esquema de corrupção na gestão do ex-governador José Roberto Arruda. O mandado de segurança será julgado pelo ministro Gilmar Mendes, segundo o site do STF.

Na terça-feira, o CNMP impôs uma derrota a Bandarra ao suspender uma portaria em que ele determinava exame para averiguar sanidade mental da promotora Deborah Guerner. Segundo as investigações, Bandarra é suspeito de ser "parceiro" de Deborah nas irregularidades. O pedido de exame foi considerado por alguns conselheiros como uma manobra dele para aposentar a colega por invalidez e, assim, abafar as investigações que poderiam atingi-lo.

Há 15 dias, o CNMP abriu uma investigação contra Bandarra e Deborah Guerner. O chefe do MP poderá ser afastado do cargo em reunião marcada para o dia 7 de junho. Com o recurso ao STF, Bandarra tenta ganhar tempo para impedir que o Conselho Nacional o afaste em junho. Seu mandato de procurador-geral termina na primeira semana de julho.

O nome de Bandarra apareceu no episódio do "mensalão do DEM" em depoimento de Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais do DF e delator do esquema de corrupção em Brasília. Segundo Durval, Deborah Guerner negociou propina em nome de Bandarra para o Ministério Público não incomodar a gestão do ex-governador José Roberto Arruda. Bandarra nega as acusações e atribuiu a suspeita à suposta vingança de Barbosa por denúncias feitas contra ele pelo MP do DF.

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