Procurador diz que não foi pressionado no caso Varig

O procurador-geral da Fazenda Nacional, Luiz Inácio Adams, afirmou hoje que não recebeu qualquer pressão para elaborar o parecer favorável à venda da Varig. Segundo Adams, o assunto foi debatido por um grupo de procuradores que chegou à conclusão de que não havia dúvidas nos procedimentos para a realização do negócio. "Era uma decisão que precisava ser tomada. Não tinha uma orientação", afirmou, após participar da solenidade de celebração dos 143 anos da Batalha do Riachuelo, no Grupo de Fuzileiros Navais, em Brasília.Ele disse que o relatório foi construído numa "discussão profunda", da qual participaram coordenadores de áreas especializadas e alguns procuradores-adjuntos. Adams afirmou que não foi a nenhuma reunião na Casa Civil para discutir a venda da companhia aérea. Adams disse que não faria comentários sobre a declaração da ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu dada hoje em depoimento à Comissão de Serviços de Infra-Estrutura (CI) do Senado de que o documento foi decisivo para a venda da Varig.O procurador-geral da Fazenda Nacional disse ainda que não havia um parecer contrário à venda da Varig que teria sido emitido, segundo Denise, pelo ex-procurador Manoel Brandão, antecessor dele na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). "Não tinha parecer. Havia discussões que não estavam concluídas, e nós fechamos uma posição. Foi uma discussão interna na PGFN, e não uma posição só do procurador-geral", afirmou. Adams observou que o parecer foi assinado por outros dois procuradores.

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