Procurador diz que não destruiu fita sobre ACM

Um dia após declarar que destruíra a fita com que gravou na conversa com o senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), o procurador da República Luiz Francisco Fernandes de Souza afirmou hoje que não destruiu a gravação e não jogou no lixo a fita com melhor qualidade, gravada na sala da reunião. Além disso, o procurador disse que a outra fita, gravada em uma sala ao lado do local da reunião, pode ter seu conteúdo em grande parte recuperado."Não destruí a fita e não joguei nada no lixo", disse o procurador, contestando a si próprio, que na véspera dissera haver destruído a gravação. "Destruir o invólucro plástico não quer dizer que a fita foi destruída", afirmou Luiz Francisco. O procurador, no entanto, fez mistério sobre o destino que vai dar às gravações e sobre o estado em que se encontra a fita que teve a capa de plástico destruída. Na nota que divulgou na quarta-feira, Luiz Francisco afirmou que quebrou o invólucro de plástico, apertou a fita com a mão e deixou os restos no chão para serem jogados no lixo. As fitas vêm sendo requisitadas pelo governo e pelo próprio Ministério Público, como documento material para embasar inquéritos que tramitam na Polícia Federal. O procurador deixou claro que é possível recuperar a maior parte do conteúdo da fita que estava na sala ao lado, atrás de uma parede de madeira.

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