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Procurador diz que acusação contra ele é pífia

O procurador da República Luiz Francisco de Souza considera pífia e sem embasamento jurídico a acusação de que teria quebrado o sigilo ao divulgar a conversa que teve com o ex-senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA). Para ele, essa é uma tentativa de colocar uma mordaça na imprensa e no Ministério Público. ?É um atentado à liberdade de informação e uma tentativa de transformar o Estado em uma caixa-preta?, acusou. ?Se o Antônio Carlos, que violou o painel, não foi denunciado, por que eu, que levantei a história, vou ser??.Para Luiz Francisco, essa ação, pedida pelos procuradores regionais da República Maria Cecília Mendonça e João Francisco Sobrinho, envolve não apenas o seu nome, mas 80% dos procuradores e servidores públicos federais. ?Se as coisas acontecem dessa maneira, quando a imprensa se aproximasse, nós não poderíamos falar nada, porque senão iríamos para uma cadeia gigantesca, montada especialmente em Brasília?, rebateu.O procurador afirmou que os dois colegas do Ministério Público foram indicados pelo procurador-geral, Geraldo Brindeiro. Mas nem Brindeiro escaparia se fosse aceita a tese da procuradora Maria Cecília. ?Ele tem dado várias entrevistas antes das investigações que envolvem o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) sejam concluídas?, disse.Luiz Francisco declarou que vai fazer a sua defesa por escrito, dentro do prazo previsto pelo juiz Catão Alves. Ele afirmou que alguns companheiros do Ministério Público estão pensando em elaborar um habeas corpus coletivo em sua defesa. ?Eu estou bastante tranqüilo, pode escrever isso?, garantiu.

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