Procurador denuncia governador e senador de RO

Foram denunciados Ivo Cassol, Expedito Júnior e mais 11 pessoas por compra de voto

Andréia Sadi, do estadao.com.br,

08 de agosto de 2007 | 16h36

O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) denúncia contra o governador de Rondônia, Ivo Cassol, por corrupção eleitoral.  Segundo a procuradoria, além dele também foram denunciados o senador Expedito Júnior (PR-RO) e mais 11 pessoas - entre elas delegados e agentes da Polícia Civil do Estado.      O esquema de compra de votos denunciado tinha por objetivo favorecer os então candidatos Expedito Júnior, Ivo Cassol, Val Ferreira e José Antônio nas eleições de outubro de 2006, mediante pagamento de cem reais a quase mil eleitores. Segundo a denúncia, mais de mil eleitores em Rondônia teriam recebido R$ 100 cada um em troca do voto.   O procurador informou ainda que Cassol teria tentado impedir a investigação a respeito do crime. O inquérito da Polícia Civil do Estado aberto para apurar as denúncias teria se tornado um "verdadeiro instrumento de coação às testemunhas", de acordo com Souza, já que os policiais estariam ameaçando testemunhas.     O PPS anunciou nesta quarta-feira, 8, o afastamento dos quadros do partido, por tempo indeterminado, de Cassol. Segundo nota divulgada pelo PPS, o pedido de afastamento partiu do próprio governador, para "evitar constrangimentos à legenda que o acolheu". O partido informa que ele agora "vai se dedicar a provar sua inocência", caso o STF aceite a denúncia da procuradoria.     Piauí e Paraíba   Na última terça-feira, o TRE-PI decidiu manter uma multa aplicada no valor de 100 mil Ufirs (Unidade Fiscal de Referência) - em torno de R$ 106 mil - ao governador do Estado, Wellington Dias (PT), segundo nota publicada no site do Tribunal Superior Eleitoral. O petista é acusado de abuso de poder econômico nas eleições do ano passado.  O suposto crime foi denunciado pelo PMDB. A denúncia do partido traz que Dias teria se beneficiado de um programa de condutores carentes, que concedia gratutitamente Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A distribuição do documento teria ocorrido em 2006 durante a campanha de reeleição do petista. No dia 30 de julho, o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba determinou a cassação imediata governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB  e seu vice, acusados de distribuir cheques de um programa social durante o período eleitoral com o objetivo de influenciar o resultado do pleito do ano passado, no qual o tucano se reelegeu, segundo ação do PCB. A decisão do TRE pedia o afastamento imediato de Cunha Lima e Lacerda Neto e determinava que o senador José Maranhão (PMDB), segundo colocado nas eleições do ano passado, assumisse o governo do Estado.   Texto atualizado às 20h50   (Com Felipe Maia, Agência Estado)          

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