Procurador cobra maior controle

Procurador no Tribunal de Contas da União (TCU), Marinus Marsico diz que o Senado deveria obrigar os senadores a justificar cada despesa feita com a verba indenizatória. Na avaliação dele, essa falta de rigor ocorre porque é "difícil", por exemplo, relacionar os gastos elevados em restaurante com o mandato parlamentar. "Tais despesas devem ser excepcionais, plenamente justificadas, e restritas à modicidade que é recomendada no uso do dinheiro público", afirma Marsico. "Entendo que é hora de o TCU proceder a uma auditoria geral no uso de verba indenizatória pelo Legislativo."

Leandro Colon, O Estadao de S.Paulo

05 de setembro de 2009 | 00h00

O Estado procurou as assessorias de imprensa dos senadores citados na reportagem. Apenas as de Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e Adelmir Santana (DEM-DF) deram resposta. Segundo a assessoria do tucano, ele estava acompanhado de "convidados" nas refeições pagas pelo Senado. "A prestação de contas está dentro dos valores legais", disse. Foi solicitada a relação desses convidados e o tema político dos encontros, mas a assessoria disse que não saberia responder sobre isso.

Os assessores de Adelmir informaram que ele dá "certeza" de que essas despesas não ocorreram para fins particulares. Em relação à consultoria Baião, o parlamentar alegou que o colega foi contratado para ajudá-lo na relatoria da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa.

A assessoria de Expedito Junior confirmou que ele "divulga" sua atividade parlamentar com o dinheiro da verba indenizatória. "Como autoriza a norma do Senado", disse. "Além disso, há a produção de cartazes, outdoors e folders distribuídos durante as festas agropecuárias em Rondônia, que começaram em junho."

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