Procurador admite ter quebrado fitas

Em uma nota divulgada há pouco o procurador da República no Distrito Federal, Luiz Francisco de Souza, confirmou que gravou toda a conversa entre ele, e os procudores Guilherme Schelb e Eliana Torelly com o senador Antônio Carlos Magalhães(PFL-BA). Além disso, Souza afirma ter quebrado as fitas após uma reunião com os outros dois procuradores. Segundo Souza, ele gravou "a conversa usando o gravador em meu bolso, pois queria dar uma garantia de defesa pessoal e institucional, caso houvesse alguma distorção posterior sobre o que foi dito na reunião", afirmou o procurador, acrescentando que outro motivo que o levou a gravar a fita foi "suspeitar que o senador poderia pretender utilizar a reunião com a procuradoria para fins políticos e pessoais". Luiz Francisco prossegue afirmando que por sua iniciativa divulgou e confirmou partes relevantes da conversa, justificando que agiu dessa maneira por entender que eram assuntos de natureza pública, não acobertados por qualquer dispositivo ético ou legal de garantia de sigilo. Luiz Francisco afirma ainda na nota que depois de uma tensa reunião na noite do dia 21 de fevereiro, entre ele e os outros dois procuradores ele pisou nas fitas "trincando o invólucro de parte das fitas" e que depois disso apertou-as com as mãos "deixando restos no chão para serem jogados no lixo". Na nota, Luiz Francisco admite que "passei a declarar à imprensa, a partir desse dia que o assunto era irrelevante, recusando-me a dar declarações acerca da existência ou não da fita e se gravei ou não a conversa". O procurador considera as fitas como meras anotações pessoais feitas no decorrer na reunião.

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