Procurador acusa PF de não passar gasto de Satiagraha

Dassie também disse à CPI que foi contrário à ação de busca e apreensão de documentos da Abin

ANA PAULA SCINOCCA, Agencia Estado

19 de novembro de 2008 | 18h56

Ao prestar depoimento nesta quarta-feira, 19,  à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Grampos na Câmara, o procurador Roberto Dassie Diana, coordenador do grupo de controle externo da atividade policial do Ministério Público de São Paulo, acusou a Polícia Federal (PF) de ter sonegado informações sobre os recursos financeiros empregados na Operação Satiagraha. "Eu pedi as informações à PF, mas ela não me informou os gastos, não. O que foi alegado foi o sigilo da informação. Eu pedi a comprovação de gastos e não me foi fornecido", declarou.   Veja também: As fases da Operação Satiagraha: o que mudou e o que fica igual Gravação mostra clima tenso entre delegados da Satiagraha Polícia Federal pretende pedir prisão de Dantas novamente Juiz De Sanctis recusa promoção e fica no caso Dantas As prisões de Daniel Dantas  Os alvos da Operação Satiagraha  Dassie Diana investiga vazamentos da Satiagraha, além da participação de agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na Satiagraha. A operação da PF resultou na prisão temporária do banqueiro Daniel Dantas, do ex-prefeito Celso Pitta e do investidor Naji Nahas, entre outros. O procurador destacou que o recebimento de informações sobre os gastos da operação são importantes, pois podem revelar detalhes da conduta empregada ao longo da investigação. Dassie Diana também confirmou no depoimento à CPI que foi contrário à ação de busca e apreensão de documentos da Abin e de responsáveis pela Satiagraha. O procurador disse que não concordou com a autorização do juiz Ali Mazloum, da 7ª. Vara Criminal Federal, para a execução das buscas. "O delegado deve ter liberdade para tirar suas conclusões. Eu não concordo com a decisão do juiz (Ali Mazloum) no caso, mas como toda decisão judicial, deve ser respeitada e acolhida, ainda que possa ser submetida a críticas", afirmou.

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