Processo pode provocar ?martirização? dos radicais, diz Greenhalgh

A decisão da executiva do PT de abrir processo contra a senadora Heloísa Helena (AL) e os deputados João Batista de Araújo (PA), o Babá, e Luciana Genro (RGS) na Comissão de Ética do partido pode provocar a "martirização" dos três e fazer "exatamente o jogo" que eles queriam, avaliou hoje o presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, Luiz Eduardo Greenhalgh (SP), um dos poucos remanescentes do chamado grupo independente do partido, que não está ligado a nenhuma das correntes internas. "Não concordo com a estratégia de confronto adotada pelos três, mas também não concordo com a abertura do processo na Comissão de Ética antes que a bancada fechasse questão", afirmou Greenhalgh. Para o deputado, o processo só poderia ser aberto depois que os parlamentares votassem contra o projeto de reformas, contrariando posição do partido. Mas, de acordo com Greenhalgh, o "caminho para a pacificação" neste momento teria que partir dos três dissidentes. "Eles devem ter um gesto público de que querem mesmo continuar no PT, de que querem se submeter às regras do partido", disse ele. "Se isso acontecer, eu estarei entre os primeiros a trabalhar para que haja uma pacificação."

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