Processo 'é ótimo' para eu me defender, diz Paulinho

Conselho de Ética abriu processo disciplinar contra deputado, acusado de participar de esquema no BNDES

Denise Madueño, de O Estado de S.Paulo

03 de junho de 2008 | 16h34

O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força , afirmou nesta terça-feira, 3,  que achou "ótimo" o fato de ter sido aberto um processo disciplinar contra ele no Conselho de Ética da Câmara. "É tudo o que a gente queria. Ter a oportunidade de me defender", declarou. Ele reafirmou que a denúncia de suposto envolvimento seu em um esquema de desvio de dinheiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é "uma armação política".   Em entrevista à rádio Eldorado, Paulinho disse que a renúncia ao mandato "nem passou pela minha cabeça, porque isso significaria aceitar possibilidade de estar envolvido no suposto esquema". " Eu não devo, não temo.É uma grande armação porque tenho defendido os trabalhadores no Congresso, e é por isso que eu sou perseguido. Eu tenho nomes mas não tenho provas, para falar dessa turma que está fazendo essa armação", disse.  Veja também:Paulinho fala à rádio Eldorado  Conselho de Ética abre processo de cassação contra PaulinhoEntenda o esquema de desvio de verbas do banco estatal Grupo aliado aconselha Paulinho da Força a renunciar   Sem mencionar nomes, Pereira da Silva afirmou que há empresários e políticos "poderosos" por trás da denúncia. Disse que ainda está recolhendo informações para ter provas da suposta armação. "Vou poder explicar à sociedade brasileira essa armação política contra mim, (feita) por causa da minha atuação em defesa dos trabalhahdores", declarou. O deputado fez as declarações em entrevista após um encontro com o presidente do Senado, senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN). Na reunião, Pereira da Silva e representantes de diversas centrais sindicais pediram a Garibaldi rapidez na votação do projeto que reduz a jornada de trabalho - de 44 horas semanais para 40 horas. A audiência com Garibaldi foi parte de um movimento que as centrais sindicais têm feito em vários pontos do País, nos quais recolheram 1,575 milhão de assinturas a favor da redução da jornada de trabalho.  Texto atualizado às 18h50

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