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Processo de Maluf só deve chegar ao Brasil em 2004

A justiça brasileira poderá ter que esperar até 2004 para colocar as mãos sobre as informações reunidas pelas autoridades suíças sobre as movimentações bancárias de Paulo Maluf. A avaliação é do próprio juiz Claude Wenger, que reuniu nos últimos meses as informações sobre o ex-prefeito e sobre a conta que manteve no Citibank de Genebra entre 1985 e 1997.Wenger admitiu, pela primeira vez em público, que havia dado sinal verde para que os dados seguissem para os procuradores brasileiros. Mas um recurso feito pelos advogados de Maluf está impedindo que a decisão do juiz seja cumprida. "Com o recurso, não podemos nos mover", afirmou Wenger à Agência Estado. O caso está atualmente na Câmara de Acusação de Genebra e, em cerca de dois ou três meses, será avaliado pelo juiz Pierre-Yves Demuele. Dados da justiça genebrina, porém, apontam que 90% dos recursos dos advogados de defesa são rejeitados pelos magistrados locais. O problema, segundo Claude Wenger, é que os suspeitos ainda contam com a possibilidade de apelar por uma segunda vez, neste caso ao Tribunal Superior da Suíça, com sede em Lausanne. "Se isso ocorrer, provavelmente somente estaremos enviando as informações (sobre Maluf) em 2004", afirmou o juiz.ProcessoSegundo especialistas, a estratégia de apresentar recursos é uma prática comum usada por advogados de defesa de suspeitos de corrupção e de lavagem de dinheiro. "Os advogados sabem que a justiça já possui informações concretas sobre as movimentações bancárias de seus clientes. A única coisa que podem fazer é tentar atrasar o processo o quanto puderem", afirmou um especialista no sistema financeiro suíço. Em Genebra, a defesa de suspeitos já se tornou uma verdadeira indústria. Um escritório de advogado cobra, em média, US$ 10 mil de seus clientes apenas para entregarem um recurso à corte, isso sem contar com visitas, reuniões e da defesa dos acusados diante dos juízes.

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