Processo contra Renan não contaminará a Câmara, diz Chinaglia

Conselho de Ética aprovou relatório nesta quarta que pede a cassação do presidente do Senado

Agência Brasil

05 de setembro de 2007 | 17h41

O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia, disse nesta quarta-feira, 5, que a decisão do Conselho de Ética do Senado de aceitar as denúncias contra o presidente da Casa, Renan Calheiros, e aprovar o pedido de cassação do senador, não vai contaminar os trabalhos na Câmara.  Veja também:  Veja a cronologia do caso Renan Íntregra do relatório que pede a cassação de Renan  Entenda as três frentes de investigação contra Renan  "Nossa atitude vai ser aguardar a decisão do Senado. Mas eu acredito que isso não contaminará a Câmara", afirmou. Chinaglia disse que abertura do processo de cassação de Renan Calheiros não deve interferir na votação de projetos importantes, como a PEC que prorroga a CPMF por mais quatro anos.  "O que vale para a sociedade, e também para o próprio Senado, é fazer esse [votar a CPMF] e qualquer trabalho da melhor maneira possível. Até porque nesse momento a renovação da CPMF ainda está tramitando na Câmara". O presidente da Câmara evitou dar qualquer opinião sobre a situação de Renan Calheiros. "Qualquer avaliação de mérito cabe aos senadores, mas a melhor coisa é resolver tudo de forma justa", afirmou. Renan é acusado de ter despesas pessoais pagas por um lobista da Mendes Júnior. Além desta representação, ele é alvo de mais dois processos no Conselho de Ética. Segundo denúncias, Renan teria favorecido a cervejaria Shincariol, que comprou uma fábrica falida de sua família e vai ter que explicar acusação de que seria dono oculto de duas rádios em Alagoas.

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