Processo contra presidente do STJ chega ao Supremo

Estagiário do tribunal que foi demitido deu queixa contra Ari Pargendler por 'injúria real'

Felipe Recondo, de O Estado de S.Paulo,

26 de outubro de 2010 | 13h06

BRASÍLIA - O processo aberto contra o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Ari Pargendler, por injúria será relatado pela ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Ellen Gracie. O caso chegou ao tribunal nesta terça-feira, 26, remetido pela Polícia Civil do Distrito Federal.

 

Na semana passada, o estudante Marco Paulo dos Santos, de 24 anos, que era estagiário do STJ, registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil. Ele relatou ter sido agredido verbalmente e demitido por ordem do presidente do STJ. O estudante deu queixa contra o ministro por "injúria real". Por intermédio da assessoria, o ministro afirmou que dará sua versão sobre o ocorrido no processo.

 

O delegado Laércio Rossetto havia afirmado que enviaria a ocorrência, com o termo de rescisão de contrato, para o STF. A agressão teria ocorrido na terça-feira, nos corredores do tribunal. Marco estava na fila do caixa rápido do Banco do Brasil no STJ para fazer um depósito. Ele tentou usar um dos caixas, mas não conseguiu completar a transação. Informado por um funcionário do banco de que apenas uma máquina estava funcionando, ele se dirigiu para a fila onde o ministro Ari Pargendler usava um dos caixas. Neste momento, o ministro teria olhado para trás e começado a gritar: "Saia daqui, saia daqui, estou fazendo uma transação bancária", segundo relato do estudante.

 

Santos era estagiário da Coordenadoria de Pagamento do STJ, mas, segundo ele, não reconheceu o ministro. "Só o havia visto por fotos", explicou o estudante, que trabalhava no tribunal desde fevereiro.

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