Dida Sampaio/ Estadão
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Processo contra Maluf na França deve começar nesta semana

Autoridades do país europeu suspeitam que ex-prefeito de São Paulo tenha lavado dinheiro em uma conta do Crédit Agricole

Jamil Chade, correspondente, O Estado de S. Paulo

11 de março de 2015 | 20h29

GENEBRA - O processo na Justiça francesa contra o deputado federal Paulo Maluf deve começar nesta sexta-feira, 13. Um tribunal de Paris vai iniciar as audiências que conduzirão ao julgamento do ex-prefeito por lavagem de dinheiro. Sua esposa e seu filho também são acusados. 

Maluf é suspeito de irregularidades por conta de um depósito feito de US$ 1,7 milhão em uma agência do Crédit Agricole, da França. Em 2003, ele chegou a ser convocado pela Justiça em Paris para prestar esclarecimentos por conta do dinheiro. 


A suspeita é de que o dinheiro poderia ter sido fruto de desvios em obras viárias de São Paulo quando Maluf foi prefeito, nos anos 90.

O Ministério Público Federal confirmou ao Estado que enviou um representante para acompanhar o caso em Paris e, segundo fontes consultadas pelo Estado, num primeiro momento ocorreria uma audiência preliminar.  O processo está marcado para o Tribunal de Grande Instância, na tarde da sexta-feira. 

Nesta fase do processo, o Ministério Público e advogados do Maluf vão apresentar seus argumentos e pedidos de produção de provas. 

A partir desse momento, será marcada audiência de instrução e julgamento. 

Ainda assim, existe a possibilidade de que a audiência de sexta-feira seja adiada, já que até o início da semana uma das partes não havia sido encontrada para que fosse notificada. 

A lei francesa prevê dez anos de prisão e mais de R$ 2,5 milhões em multas se Maluf for condenado pelo crime de lavagem de dinheiro. 

Essa não seria a primeira vez que ele é processo na Europa. Há três anos, a corte da Ilha de Jersey o condenou a restituir US$ 32 milhões à Prefeitura de São Paulo, depois que considerou que o dinheiro era fruto de corrupção. 

Na Suíça, Maluf também foi derrotado nos tribunais ao tentar evitar que seus dados bancários fossem transferidos ao Brasil. 

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