Procedimento ético é aberto contra Minc por nepotismo

Comissão quer que ministro explique a contratação de sua mulher pela deputada Cida Diogo, aliada de Minc

Leonêncio Nossa, de O Estado de S. Paulo,

15 de dezembro de 2009 | 22h59

A Comissão de Ética Pública da Presidência da República abriu nesta terça-feira, 14, procedimento ético disciplinar contra o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, por suspeita de nepotismo "cruzado". Os integrantes do órgão querem que o ministro explique a contratação da mulher dele, Maria Margarida Parente de Oliveira, pelo gabinete da deputada petista Cida Diogo (RJ).

 

Minc é suspeito de contratar uma assessora de Cida Diogo, Flávia Martins, em troca da contratação da mulher pela parlamentar. Nas últimas eleições, em 2006, Minc e Cida Diogo fizeram campanha em conjunto - ele para deputado estadual e ela, para federal. Há oito meses no gabinete de Cida Diogo, Maria Margarida, mulher do ministro, recebe cerca de R$ 4 mil por mês, fora gratificações.

 

O advogado Roberto de Figueiredo Caldas, relator do processo, evitou nesta terça comentar o caso. Ao Estado, Caldas disse que o processo está na "fase sigilosa". Nos próximos dias, o advogado e membro da comissão enviará um ofício ao ministro pedindo explicações sobre a contratação de Maria Margarida. Não há um prazo para a resposta de Minc nem para o encerramento do processo.

 

Nesta terça-feira, 15, a Comissão de Ética arquivou o processo contra o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que acumulava o cargo no governo com a presidência do PDT. Membros da comissão defendiam a saída de Lupi da pasta, mas Lupi atendeu à recomendação de se licenciar do comando do partido

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