'Problemas caíram no meu colo', afirma Sarney

Em meio à crise que atinge o Senado, o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), fez o possível ontem para se eximir da responsabilidade pelas irregularidades. ?Atravessamos muitas crises e críticas, nenhuma delas sobre minha gestão, mas sobre a estrutura burocrática da Casa. Os problemas caíram no meu colo?, disse em palestra para estudantes da FMU, em São Paulo. Dizendo-se empenhado em assegurar que o Senado tenha sua imagem preservada, ele fez questão de exaltar a reforma administrativa que promete realizar.

AE, Agencia Estado

24 de março de 2009 | 08h28

Após a palestra, o esforço foi para negar que a maioria das 181 diretorias tenham sido criadas no período em que esteve no comando da Casa. ?Não foi na minha gestão não. Esses números estão errados.? Indagado se poderia dizer com certeza que não criou postos do gênero, reagiu: ?Não posso dizer que não criei nenhuma diretoria, porque não me lembro.? Mas a maioria, disse ele, foi criada em 2001.

Na palestra, Sarney também prometeu trabalhar para preservar os funcionários do Senado do desgaste. Mas, depois dos 181 diretores, a Casa ?descobre-se? com uma população de cerca de 3 mil comissionados, contratados sem concurso. Ontem, senadores da oposição e da base governista apoiaram o líder do PSDB, Arthur Virgílio (PSDB-AM), que promete apresentar proposta para reduzir à metade esse contingente. ?Tudo isso está vinculado à questão da ausência de transparência?, declarou o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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