?Problema do Waldomiro é para o Lula resolver?, afirma Rosinha

Mesmo tendo tido seu nome citado no escândalo envolvendo o ex-subchefe de Assuntos Parlamentares da Casa Civil Waldomiro Diniz, a governadora do Rio, Rosinha Garotinho (PMDB), afirmou hoje que o assunto terá que ser resolvido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não por ela. "Esse problema do Waldomiro é para o Lula resolver. Não é um problema meu", afirmou a governadora. Em nenhum momento, a governadora abordou a possibilidade de sua campanha, em 2002, ter recebido contribuições de contraventores.Uma fita de vídeo obtida pela revista Época reproduziu um encontro entre Diniz, presidente da Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj), e o dono de bingos Carlos Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Na reunião, Diniz pede contribuições para a campanha de Rosinha e da então candidata petista ao governo estadual, Benedita da Silva. Na época, Benedita era governadora. Diniz estava no cargo desde o governo de Anthony Garotinho (PMDB), que o nomeara em 2001. Antes, Diniz trabalhara na representação do Rio em Brasília, quando o PT integrava a coligação que governava o Rio.ReivindicaçãoDurante visita ao navio Queen Mary II, Rosinha exigiu transparência na apuração das denúncias envolvendo um ex-assessor do governo. Ela lembrou que, como governadora, defendeu a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no escândalo do propinoduto, que envolvia fiscais estaduais de renda. ?Eu quero transparência, abri uma CPI e os fiscais estão presos. Espero que tenham (o governo federal) a mesma lisura no caso Waldomiro", disse. A CPI foi aberta na Assembléia Legislativa, por iniciativa dos deputados, mas não teve seu prazo prorrogado, por decisão da maioria governista na Casa. As prisões aconteceram em conseqüência de investigações da Polícia Federal e da Justiça.A governadora alegou que os diretores da Loterj que afastou recentemente foram apresentados pelo Partido Liberal (PL) e não diretamente pelo deputado Bispo Rodrigues (PL-RJ). Rodrigues foi recentemente descredenciado pela Igreja Universal do Reino de Deus, em função de seu suposto envolvimento com um esquema de desvio de verbas publicitárias da Loterj, no governo Garotinho. Ele nega as acusações e está processando seu acusador, Jorge Luiz Dias, a quem acusa de caluniá-lo.

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