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Problema de saúde de Padilha compromete qualidade de vida

Ministro da Casa Civil fará cirurgia após diagnóstico de crescimento anormal da próstata

Fabiana Cambricoli, O Estado de S.Paulo

24 de fevereiro de 2017 | 21h32

A hiperplasia prostática benigna, diagnosticada no ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, é definida por um crescimento anormal das células que formam a parte interna da próstata, chamada de zona de transição. Segundo o médico Cassio Andreoni, urologista do Hospital Israelita Albert Einstein, como a zona de transição está localizada ao redor da uretra, o aumento do órgão, embora nada tenha a ver com um tumor maligno, pode comprometer a qualidade de vida do paciente, causando dificuldades para urinar, sobrecarga da bexiga e maior risco de infecções urinárias.

Padilha pediu licença do governo para operar a próstata “possivelmente” neste final de semana ou na segunda-feira de carnaval, em Porto Alegre (RS). Na quinta-feira, 23, o ministro fez exames preparatórios para o procedimento. A assessoria do ministro afirma que ele está de “licença médica informal” desde quarta-feira, 22, quando avisou ao presidente Michel Temer que aproveitaria o feriado do carnaval para cuidar de sua saúde.

No início da semana, Padilha foi internado no Hospital de Guarnição do Exército, em Brasília, com um quadro de obstrução urinária, provocada pela hiperplasia prostática benigna. O problema pode aparecer em homens a partir dos 40 anos, mas é mais frequente em pessoas mais velhas. “Metade dos homens de 50 anos tem a próstata aumentada. Já na faixa etária dos 80 anos, 90% dos pacientes apresentam o problema”, explica o especialista.

Segundo Andreoni, o tratamento inicial é feito com medicamentos que diminuem o tamanho da próstata e relaxam a sua musculatura. A opção pela cirurgia, diz ele, é feita quando os remédios não apresentam o resultado esperado.

Na grande maioria dos casos, a cirurgia é feita sem cortes, por meio do próprio canal uretral, com a utilização de bisturi elétrico ou laser. “Pela técnica, é removido só o miolo da próstata, justamente a área aumentada. Não é tirada a próstata inteira”, diz o médico. O procedimento dura, em média, uma hora e o paciente costuma ficar internado apenas por dois dias, podendo retomar sua rotina no período de uma a duas semanas. “Durante uma semana, o paciente deve ficar mais recluso. Após esse período, ele pode executar atividades leves. Se trabalhar em um escritório, no computador, já pode retomar as atividades. Mas a liberação para a retomada da rotina completa é só depois de duas semanas da cirurgia”, diz o urologista.

A chamada cirurgia aberta, com corte abdominal e mais complexa, só é realizada quando a próstata está muito aumentada.

A previsão, de acordo com sua assessoria, é de que Padilha retome os trabalhos no dia 6 de março. Na sua ausência, o secretário-executivo da pasta, Daniel Sigelmann, tem despachado.

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