REUTERS/Ricardo Moraes
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Problema de saúde da mãe fez Dilma cancelar viagem desta sexta, diz Planalto

Secretaria de Comunicação divulgou nota nesta noite informando que mãe da presidente 'não está bem'

Tânia Monteiro e Rafael Moraes Moura, O Estado de S. Paulo

12 de março de 2015 | 21h12

Atualizado às 21h39

Brasília - A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) informou nesta noite que a presidente Dilma Rousseff cancelou a agenda prevista para esta sexta-feira, 13, em Belo Horizonte por causa do estado de saúde da mãe da presidente, Dilma Jane Coimbra, de 90 anos. Segundo a Secom, a mãe de Dilma "não está bem".

Até a publicação deste texto ainda não haviam sido informados mais detalhes do quadro de saúde de Dilma Jane. Em setembro de 2011, a mãe da presidente foi internada no Hospital das Forças Armadas (HFA), em Brasília, após receber o diagnóstico de embolia pulmonar.

Em Belo Horizonte, Dilma participaria, às 10h, de uma cerimônia de apresentação de balanço da campanha Justiça pela Paz em Casa, na sede do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. O vice-presidente Michel Temer representará o governo na solenidade. Embora o evento estivesse programado para ocorrer em local fechado e Dilma não fosse sofrer constrangimento direto, com novas vaias (como ocorreu na última terça-feira em São Paulo), o Palácio do Planalto foi informado de que estavam programadas manifestações contra a presidente, na área do evento.

Apesar da justificativa oficial divulgada nesta noite, o cancelamento da viagem já havia começado a ser discutido nesta manhã. Mais cedo também foi desmobilizada a previsão de preparativos para a viagem a São Luís, no Maranhão, onde Dilma inauguraria terminal de grãos do porto da cidade.

A avaliação final do Planalto foi de que, neste momento, o melhor era a presidente "ficar em casa", ainda mais que nesta sexta-feira, 13, também será realizada o protesto da Central Única dos Trabalhadores (CUT) contra a política econômica e medidas de ajuste fiscal, mas a favor da presidente Dilma Rousseff. Além disso, estamos a dois dias das manifestações pró-impeachment marcadas para domingo, e cujo volume de adesão é considerada uma incógnita. O Planalto, no entanto, não confirma o motivo do cancelamento.


Uma espécie de gabinete de crise foi criado para acompanhar as manifestações desta sexta, organizadas pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), que são pró-governo; e de domingo, pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff. O governo está preocupado com as repercussões desses dois eventos e das consequências políticas de ambos. A presidente Dilma pediu, então, aos ministros do seu chamado núcleo político que permaneçam em Brasília para acompanhar os acontecimentos no domingo e para participarem de uma reunião de avaliação com ela, no Palácio da Alvorada, no final do dia, a exemplo do que já fez no domingo passado, quando a crise com o Congresso atingiu o auge.

A ideia é que esse gabinete de crise funcione fora do Planalto, para evitar de trazer o problema, caso haja desfechos negativos, para o palácio presidencial e, em última instância, para o gabinete da presidente. Ficarão em Brasília no final de semana, a pedido da presidente, os ministros da Casa Civil, Aloizio Mercadante; da Secretaria-Geral, Miguel Rossetto; da Secretaria de Relações Institucionais, Pepe Vargas; da Justiça, José Eduardo Cardozo; e da Secretaria de Comunicação Social, Thomas Traumann.

O governo está monitorando redes sociais, internet em geral e buscando todas as informações para tentar ter ideia do impacto do evento de domingo. Há uma grande preocupação com vandalismos que possam ocorrer nas manifestações.

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