'Prisão de Vaccari é política', diz líder do PT

Para Sibá Machado, 'existe orientação deliberada' para prejudicar partido nas delações premiadas feitas por ex-dirigentes da Petrobrás na força-tarefa

Daniel Carvalho , O Estado de S. Paulo

15 Abril 2015 | 13h07

 BRASÍLIA - O líder do PT na Câmara, deputado Sibá Machado (AC), disse considerar que o tesoureiro de seu partido foi alvo de "prisão política" na manhã desta quarta-feira, 15, em São Paulo.

 

"Eu acho que é uma prisão política", afirmou Machado ao deixar reunião de líderes governistas sobre o projeto de regulamentação da terceirização. "O Vaccari não fez nenhum tipo de arrecadação fora do que determina a legislação brasileira".

 

"Estamos extremamente desconfiados de que existe uma orientação deliberada nessas delações premiadas para prejudicar o Partido dos Trabalhadores", afirmou o líder. 

 

Para o petista, "quem quer dizer que PT pegou dinheiro de corrupção também pegou".

 

"Os partidos com poucas inserções recebem dinheiro das empresas que hoje estão sendo investigadas na Lava Jato. De papel passado, de recibo aprovado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral)". "Não há milagre, não há mão divina nesta história".

 

O líder disse que uma reunião de emergência foi convocada pelo partido em São Paulo e que a cúpula petista se reunirá em Brasília nesta quinta-feira, 16.

 

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