Orlando Barría|EFE
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Prisão de ex-marqueteiro do PT serve de munição para eleições na República Dominicana, onde atuava

Candidatos de oposição ao presidente Danilo Medina pedem explicações sobre relação com João Santana, responsável por sua campanha à reeleição

Cláudia Trevisan, enviada especial, O Estado de S. Paulo

23 de fevereiro de 2016 | 11h33

SANTO DOMINGO (REPÚBLICA DOMINICANA) - O mandado de prisão do marqueteiro João Santana no Brasil, nessa segunda-feira, 22, deu munição aos candidatos de oposição à presidência da República Dominicana, que realiza eleições em maio. O Partido Revolucionário Moderno (PRM) pediu nessa segunda que o presidente Danilo Medina dê explicações sobre sua relação com o brasileiro, responsável por sua campanha à reeleição.

"Estamos diante de um fato em que a figura presidencial estaria associada a alguém acusado em seu país de graves atos de corrupção, de acordo com as investigações realizadas pela Justiça brasileira", disse nota da legenda. Santana trabalhou na campanha de Medina de 2012 e agora tentava obter sua reeleição.

Poucas horas depois de sua prisão ser decretada no Brasil, o marqueteiro divulgou carta na qual anunciava seu afastamento da campanha na República Dominicana e seu retorno ao Brasil.

Os assessores de Medina tentaram minimizar o impacto da saída de Santana da campanha e das acusações que pesam contra ele no Brasil. "Esse é um caso que tem relação com um assunto exclusivamente do Brasil, assunto que diz respeito aos brasileiros e que não tem relação com a República Dominicana", disse Javier García, coordenador-geral da campanha de Medina. "É um caso que lamentamos e esperamos que (Santana) possa resolver rapidamente sua situação no Brasil."

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