Prisão de Bumlai foi vista como ‘sinal ruim’

Poucas horas antes de ser preso, na manhã de ontem, o senador Delcídio Amaral (PT-MS) já demonstrava preocupação com as ações da Polícia Federal. Após presidir reunião da Comissão de Assuntos Econômicos, por volta do meio-dia de terça-feira, o líder do governo no Senado disse a interlocutores que as investigações estavam chegando a “nomes próximos” de Lula e que não havia como esconder a ligação entre o ex-presidente e o pecuarista José Carlos Bumlai.

Dora Kramer, O Estado de S.Paulo

26 Novembro 2015 | 05h00

O Estado apurou que Delcídio se reuniu com um filho de Bumlai na segunda-feira para tratar de questões do depoimento do pecuarista na CPI do BNDES, em sessão que deveria ter ocorrido na terça. Em conversas reservadas, o senador se referia especificamente ao ex-presidente Lula e, apesar de preocupado, não parecia prever que as investigações chegariam a ele. Delcídio apontou a prisão de Bumlai, na terça, como uma “sinalização ruim” e que Lula e outros aliados estariam subestimando as investigações no âmbito da Lava Jato. Delcídio lamentou a prisão de Bumlai. Nos bastidores, disse que a prisão era uma “questão delicada” porque o pecuarista é amigo próximo de sua família. Ambos são de Mato Grosso do Sul e estavam hospedados no hotel Golden Tulip, em Brasília, quando Bumlai foi preso. 

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