Prioridades de 2003 ficaram para trás

Partido disputará eleição em 2010 com nova plataforma de projetos

, O Estadao de S.Paulo

30 de maio de 2009 | 00h00

A dinâmica da política conduzida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva também mudou a cara das prioridades do governo durante seus dois mandatos. Por conta desse estilo pessoal do presidente, programas que eram apontados, quando assumiu em 2003, como pontos centrais do que seria sua administração foram substituídos por outras ações. Essas mudanças aconteceram conforme a sensibilidade de Lula indicou que havia outros caminhos mais convenientes a seguir.No dia de sua posse, a "carteira" de programas centrais do novo governo apresentava como grandes linhas de ação como o Fome Zero e o Primeiro Emprego, por exemplo. Sete anos depois, os dois programas se perderam na poeira do tempo e seus gestores na ocasião - José Graziano e Jaques Wagner - nem sequer fazem mais parte do primeiro escalão de governo.Hoje, o governo se prepara para a eleição de 2010 olhando ainda com incerteza para a candidatura de Dilma Rousseff, mas já sabendo que empunhará bandeiras com ações que nem sequer apareciam no papel no dia da posse de Lula, como o Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) e o projeto do biodiesel, além das imensas perspectivas de exploração de petróleo na área do pré-sal.As alterações também se explicam por uma mudança de perfil do presidente. O Lula que assumiu era muito mais próximo do PT, adotando como discurso central a atuação na área social. No caso, combate à pobreza por meio do Fome Zero e ao desemprego com o Primeiro Emprego, voltado para jovens. A experiência de sete anos à frente do governo levará para cima dos palanques eleitorais programas completamente diferentes, voltados para o desenvolvimento econômico e para o empreendedorismo.Assim, o PAC tem grandes obras como seu ponto central, enquanto o biodiesel avança sobre o desenvolvimento científico de fontes de energia alternativa e a exploração do pré-sal busca colocar o Brasil no grupo dos maiores exportadores de petróleo do mundo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.