Prioridade é reajuste do mínimo, defende Inocêncio

A prioridade dos parlamentares deve ser a definição do reajuste do salário mínimo, e não o aumento dos próprios vencimentos, disse hoje o líder do PFL na Câmara, Inocêncio Oliveira (PE). Mas o deputado admitiu que o assunto deverá ser tema de negociações das Mesas do Senado e da Câmara até o dia 15 de dezembro, quando devem ser encerradas as atividades parlamentares de 2002. "É um problema que deverá ser encarado no seu devido tempo", disse o pefelista. "Mas a prioridade é o aumento do salário mínimo. É necessário ver o que o Orçamento Geral da União permite", acrescentou ele. O deputado Severino Cavalcanti (PPB-PE) propõe aumento de 115% para os salários dos parlamentares que passariam dos atuais R$ 8.280,00 para R$ 17.125. O líder do PT na Casa, João Paulo Cunha (SP), disse desconhecer a proposta e por isso não opinaria a respeito. Inocêncio disse acreditar que é possível destrancar a pauta do plenário daquela casa, votando as 35 medidas provisórias que estão bloqueando as votações. "Temos de ser realistas e fazer um esforço concentrado para votar as MPs e depois pensar em outros assuntos que tambémm fazem parte do interesse do País", disse. Segundo Inocêncio, entre as prioridades que devem ser discutidas e aprovadas pela Câmara, até dezembro, está a proposta de emenda constitucional que trata do Artigo 192 da Constituição, que regulamenta o sistema financeiro. A PEC abre, também, caminho para autonomia do Banco Central. Na opinião do líder, deve ser retirado da Constituição o dispositivo que limita os juros em 12% ao ano. Segundo Inocêncio, os juros sofrem influência de vários fatores, entre eles o mercado.

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