Príncipe Charles defende recursos para conservar florestas

Ele defende recursos com venda de títulos- garantidos pelos desenvolvidos- e comprados por investidores

Wilson Tosta, de O Estado de S.Paulo

12 de março de 2009 | 13h47

O príncipe Charles defendeu nesta quinta-feira, 12, em discurso no Palácio Itamaraty, que a conservação das florestas tropicais, como a Amazônia, seja financiada com recursos obtidos com a venda de títulos que seriam garantidos pelos países desenvolvidos e seriam comprados por investidores, fundos de pensão, e companhias de seguro.   No pronunciamento, cujo título era Menos de 100 meses para agir, o príncipe afirmou que o dinheiro seria dado, não emprestado, e seria o pagamento aos países tropicais pelos "serviços ecológicos" prestados pelas florestas ao mundo. "Como todos os contratos de negócios, o pagamento se daria com base em resultados", discursou o príncipe. "Quanto mais florestas fossem salvas, mais os países receberiam".   Segundo ele, esse seria um mecanismo ponte para gerar fundos de emergência até que recursos significativos comecem a fluir do que afirmou esperar ser o resultado bem sucedido das negociações sobre mudança de clima marcadas para este ano em Copenhagen. O príncipe afirmou que a proposta elaborada por sua organização The Prince's Rain Forests Project parece estar recebendo boa acolhida em muitos setores, incluindo o Banco Mundial, ONGs internacionais e um número crescente de governos.   Pela proposição, os lucros da venda dos títulos seriam gastos ajudando os países tropicais a desenvolverem a economia. Os países desenvolvidos que garantiriam os títulos poderiam ser ressarcidos em 10 ou 15 anos através, por exemplo, da locação de receitas pelas emissões de carbono ou por meio de desenvolvimento verde, como por exemplo o uso de tecnologia de energia renovável, afirmou o príncipe. Charles cumprirá agenda à tarde no Rio de Janeiro.

Tudo o que sabemos sobre:
Príncipe Charlesvisita

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.